Andrés Sanchez explica parceria e renomeação da Neo Química Arena

Agência Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians


O Corinthians completa nesta terça-feira, 1º de setembro, 110 anos de história. E a festa começou com uma grande notícia logo nos primeiros minutos do dia: a Arena Corinthians tem um novo nome! Agora, a Casa do Povo chama-se Neo Química Arena!

O presidente do clube, Andrés Sanchez, esteve no anúncio ocorrido à 0h01 de hoje, transmitido em uma Live na internet. E agora pela manhã, ele esteve no CT Dr. Joaquim Grava em uma entrevista coletiva online junto a outros membros da diretoria alvinegra. O objetivo: explicar a parceria firmada com a Neo Química.

Perguntado sobre os detalhes da negociação, Andrés detalhou. “O valor é R$ 300 milhões por 20 anos, pagamento anual corrigido pelo IGP-M. Tem negociação à parte para propriedades da camisa que estamos conversando e podemos ter novidades em breve. A imprensa tem que ser profissional e falar o nome da Arena. Dinheiro novo para o futebol e todo mundo tem que entender e falar o nome”.

Sanchez explicou como fica a questão financeira da Neo Química Arena a partir do novo negócio firmado.

“Tínhamos três dívidas: Caixa, construtora e uma empresa filiada a construtora. Com a construtora pegamos a quitação, esperando recuperação judicial da outra empresa para terminar as negociações. Com a Caixa, devemos R$ 530 milhões, R$ 550 milhões. Com esses R$ 300 milhões, vai 100% para abater a dívida com a Caixa. Temos discussão com a Caixa para ver o que os dois entendem. Chegaremos a uma conclusão. Mandamos o contrato ontem para a Caixa e teremos uma reunião presencial para falar das negociações", revelou.

Fabio Trubilhano, diretor jurídico do clube, completou. "Há uma discussão de valores, agora que há o NR vamos sentar e conseguir negociar para que o fluxo seja condizente com o financiamento da Arena”.

Andrés contou também que, como o pagamento da Neo Química será feito anualmente, o clube poderá adiantar as parcelas da Arena, conforme o acordo que for combinado. E ele foi seguido do diretor de marketing e superintendente da Arena, Caio Campos, que foi perguntado sobre o novo nome da Casa do Povo nas redes sociais.

“A mudança está vindo junto com o parceiro. Fechamos o contrato em tempo recorde, uma negociação bem complexa, as mudanças virão com todas as comunicações do clube. Nosso time está reunido com a Neo Química para fazermos uma mudança coordenada. Ontem a festa mostrou que não foi algo pequeno, está tudo dentro do cronograma. Amanhã cedo tudo já deve ter uma cara diferente”, disse Campos.

O superintendente da Casa do Povo também explicou sobre o envelopamento do estádio. Ele afirmou que o processo está em discussão com o parceiro e será feito de forma conjunta ao longo do tempo.

“As propriedades são da Arena. No planejamento, a comunicação digital já estarão na Arena. As fixas, adesivadas, que são maioria na Arena, têm mais um tempo para serem finalizadas. Esse planejamento vem do digital pro fixo e pro virtual. É realmente uma construção que estão fazendo com algumas agências, as mudanças físicas na Arena são grandes. É um contrato de 20 anos, temos bastante tempo para fazer algo bem bacana para o torcedor ter orgulho de como vai ficar. Amanhã já entra a parte digital, hoje já utilizamos a Neo Quimica Arena digitalmente”, salientou.

Fabio Trubilhano voltou a falar para explicar o contrato entre Neo Química e a Arena. Questionado sobre a segurança jurídica do negócio ao longo dos anos, ele garantiu o sucesso do acordo assinado.

“Sobre rescisão, todos os contratos tem cláusulas penais, multas contratuais escalonadas conforme o tempo de contrato. Como um contrato de locação, quando mais tempo fica, menor sua multa. A proposta de todos os lados é cumprir os 20 anos, mas há sim cláusulas penais para os dois lados se quiser rescindir sem justa-causa. Uma válvula protetiva para os dois lados”, garantiu.

Trubilhano também explicou as dívidas com a Caixa e a Odebrecht, que participaram do processo de construção da agora Neo Química Arena.

“A Arena faturava às vezes o suficiente para pagar a dívida mensal com a Caixa e às vezes não. Quando não era possível, tinha multa e se tornava bola de neve, por isso a discussão dos juros e as divergências com a Caixa. Com esse contrato do NR o fluxo financeiro fica positivo, com o faturamento da Neo Quimica Arena mais os NR, conseguiremos pagar. Com a Odebrecht, há ajuste que depende da decisão judicial no juízo, para saber se haverá saldo remanescente. Se houver, teremos saúde financeira para conseguir quitar e ter a Arena resolvida”, detalhou.

Caio Campos retomou a palavra para explicar que a Neo Química Arena receberá shows e eventos que forem acordados daqui pra frente.

“Foi uma negociação dura, todo mundo sabe que o presidente não gostaria de fazer shows lá, mas a gente se comprometeu a fazer poucos shows, mas fazer. A prioridade total são os jogos, não existe possibilidade de perder jogo por causa de show, mas existe a possibilidade de aumentar o faturamento, porque 100% do faturamento será do fundo, então nos ajudará a ter mais receita. Teremos alguns tipos de eventos na Arena. E shows, alugueis, venda de ingresso são todos do fundo do Corinthians”, explanou. 

Andrés encerrou a coletiva agradecendo a todos envolvidos na negociação, ao parceiro, e finalizando os assuntos financeiros da Arena.

“Eu já falei, todo dinheiro do NR vai 100% para abater dívida com Caixa. E podemos ser primeiro, segundo, terceiro no Brasileirão, mas o balanço deste ano será o número 1 do Brasil”, sentenciou.