Superintendente da Arena Corinthians responde perguntas da Fiel na Corinthians TV

Na manhã desta quinta-feira (05), Lúcio Blanco, superintendente de operações da Arena Corinthians, participou de uma transmissão ao vivo da Corinthians TV. Durante 30 minutos, o gestor da Arena respondeu perguntas da Fiel no canal oficial do clube no Youtube.

Para começar, Lucio trouxe um panorama do atual momento da Arena Corinthians e do trabalho desenvolvido pela equipe do estádio para otimizar os espaços da casa do Timão. “O momento da Arena é muito positivo. Ainda estamos numa curva de aprendizado, mas considerando que temos pouco mais de 3 anos de operação, o balanço é positivo, com uma evolução crescente dos serviços oferecidos, como o tour Casa do Povo, iniciado este ano, e a ampliação de eventos corporativos em nossos espaços”, avalia.

Antes de começar a responder as perguntas dos torcedores, o superintendente da Arena também falou um pouco sobre as questões envolvendo as finanças do empreendimento. “Até pela grandeza do empreendimento e mudança do cenário econômico do nosso país desde que a Arena foi concebida, o Corinthians tem feito um trabalho importante, com a participação do Arena Fundo, do agente financiador, de reavaliação do plano de negócios da Arena. O torcedor pode ficar tranquilo, pois a diretoria do clube está trabalhando, de forma bastante profissional neste tema mas, até pela grandeza da negociação, é algo que só pode ser divulgado quando concluído”, explica.

A primeira pergunta foi sobre espaços vazios dentro da Arena Corinthians. Sobre isso, Lucio explicou sobre a média de público e ocupação do estádio, assim como o trabalho que vem sendo feito para atrair cada vez mais os torcedores. “O setor oeste foi concebido, na sua essência, como corporativo. Além dos espaços corporativos, temos uma parcela importante de clientes com direito de uso de cadeiras (as antigas cadeiras cativas) que não, obrigatoriamente, estão presentes em todos os jogos. Foi feito um trabalho importante de pesquisa com o nosso torcedor, nas últimas temporadas, para avaliação do nosso consumidor e definir quais eram os locais de maior interesse do torcedor para, assim, estabelecer uma política de preços. Nossa média de público na Arena é de 32 mil pessoas, que não é de se desprezar e essa média aumenta para 38 mil num campeonato como o Brasileirão”.

Nesse sentido, foi traçado um paralelo com a média histórica de público do Timão em jogos realizados no Pacaembu, antes da inauguração da Arena Corinthians. “Se olharmos para as temporadas de 2001 e 2002, por exemplo, tínhamos uma média de público de 12 mil pessoas, com um ingresso custando, aproximadamente, R$ 10. Há alguns anos, o Corinthians estabeleceu uma política de ter um preço definido para a temporada, priorizando, é claro, o Fiel Torcedor. Então, aquele torcedor que acompanha o time com maior frequência tem um custo médio menor no valor do ingresso e, dessa forma, conseguimos ter uma média de público maior e o torcedor já conhece a política de preços da temporada, independente do momento do time”, esclarece Lúcio.

Torcedores também perguntaram sobre os custos de manutenção da Arena para o Corinthians, item que também foi aprimorado e otimizado ao longo das últimas 3 temporadas. “Quando iniciamos a operação aqui, logo depois da Copa do Mundo, tínhamos praticamente o dobro de efetivo. Com o tempo nós conseguimos enxugar esses custos na ordem de 40%, junto às empresas que trabalham conosco nesses segmentos de manutenção predial, limpeza, segurança patrimonial e brigada de incêndio. Também reduzimos os custos com energia elétrica em praticamente 50% migrando para o mercado livre de energia e tudo isso só é possível com o aprendizado das últimas temporadas e as parcerias desenvolvidas com apoio das nossas áreas comercial e de marketing”.

Outras questões levantadas por alguns torcedores foram sobre o legado do estádio à região de Itaquera e a possibilidade de ampliação da Arena Corinthians. “É explícito que a presença da Arena trouxe evolução para o bairro de Itaquera. O Corinthians tem essa preocupação da Arena ser um empreendimento de integração da comunidade e esse é o nosso objetivo, para que todo o entorno esteja conosco. Sobre ampliarmos a Arena, é bom que o torcedor saiba que o estádio foi construído de maneira a permitir isso algum dia, mas hoje não trabalhamos com essa possibilidade. Nosso desafio, num estádio que conta com muitos espaços corporativos para exploração, é ter todos esses espaços ocupados para a temporada”, explica.

Sobre o trabalho desenvolvido com os sócios-torcedores do clube, Lucio explicou que o objetivo é evoluir o programa Fiel Torcedor. “Nosso próximo passo é fazer com que esse projeto realmente seja não só para quem quer vir aos jogos do Corinthians, mas que ofereça muito mais, pensando também nos torcedores que estão mais distantes e que vem pouco aos jogos. Está sendo feito um trabalho em conjunto e que envolve diversas áreas de integração”. Ainda sobre a evolução na comercialização de ingressos, Lucio lembrou sobre a implementação recente de algumas facilidades, como o e-ticket, possibilitando ao torcedor imprimir seu ingresso em casa, antes de vir ao estádio.

Muitos torcedores enviaram perguntas a respeito da venda dos “Naming Rights” da Arena, questão que também foi explicada pelo superintendente do estádio durante a transmissão. “Esse não é um segmento de fácil negociação, leva tempo, mas segue sendo tratado pela direção do Corinthians, na figura do presidente. É bom explicarmos que o Corinthians não está olhando apenas para o “naming” do estádio. O clube trabalha com essa propriedade para setores, cadeiras e espaços, e o público corporativo já entendeu o valor deste produto e de associar a sua marca a um espaço específico da Arena Corinthians”.

Para encerrar a rodada de perguntas, Lucio Blanco explicou aos torcedores os planos da Arena Corinthians em relação a realização de shows e eventos no estádio. “O Corinthians sempre manteve e manterá a sua política de preservação do campo de jogo, pois é inegável que o desempenho do time aqui, na nossa casa, é muito bom. O que estamos fazendo são estudos técnicos, de engenharia, para que eu possa ter alguma estrutura que não comprometa o campo, caso a gente venha a utilizá-lo. O evento Monster Jam, no fim do ano, é um exemplo disso, pois já estava prevista uma revitalização do gramado ao fim da temporada. Em contrapartida, temos muitos outros espaços, como as áreas de estacionamento, onde já fizemos eventos e estamos trabalhando para continuar fazendo isso, em parceria com promotores, para mapear as possibilidades e atrair mais eventos para cá”, finalizou.

Confira: